O décimo álbum de estúdio do imortal do Rock, Ozzy Osbourne, foi lançado dia 11. No novo álbum, Ozzy não conta com Zakk Wylde, mas encontrou um substituto, digamos assim, bom, mas não à altura de Wylde, o grego Gus G. O primeiro single foi lançado no seriado C.S.I. New York, e permaneceu 8 semanas na BillBoard. Bem, vamos à analise:

1 – Let it Die: A princípio, não gostei dessa música. Ela começa com uma percussão, que parece samba. Logo em seguida, durante a música inteira, é um som bem pesado, e acaba agradando. Tem um refrão chiclete, cuidado.

2 – Let Me Hear You Scream: Talvez a obra prima do álbum, uma música com muita qualidade, refrão empolgante. Quando a música empolga, ela te agrada. Mas fica uma nota: os solos poderiam ser melhores, mas não são ruins. As batidas e as viradas da bateria, são perfeitas, tanto quanto a segunda voz. Aperte o botão repeat.

3 – Soul Sucker: Música mediana, ela tem um riff  criativo. Aqui fica evidente a diferença entre Zakk e Gus, no final ela muda de direção completamente, com o que parece ser uma levada mais pesada. Possui um solo característico das músicas do Ozzy em carreira solo, mais rápidos e técnicos, sem o felling de Iommi.

4 – Life Won’t Wait: Uma música diferente das outras do álbum. Começa acústica e é mais leve, sendo mais agradável de ouvir. No refrão, tem uma levada diferente. Mas gostei da “levada” da voz, nos versos. Um show do baterista novamente, nas partes em que é utilizado, e ótimo linha do baixo. Uma das melhores músicas do álbum. Uma amostra para essas bandas de hoje, como se faz uma música leve com um solo agradavél, com bastante musicalidade, sem ser gay.

5 – Diggin’ Me Down: Até 1:25, você vai pensar que está escutando uma música como a anterior. Mas a partir desse minutos, ela se torna bem a cara de Ozzy. Mais um ótimo trabalho do baterista, e mais um trabalho mediano do novo guitarrista, nos riffs, mas o primeiro grande solo. Ozzy mostra que realmente é um mistério para a ciência, canta como nunca, sempre no seu tom. Ótimo refrão, empolgante como Let Me Hear You Scream.

6 – Crucify: Começa com um bom solo, mas a música é mediana. Pela primeira vez, o linha do vocal não agrada, tornando-se desagradável, por incrível que pareça. Nessa música, os solos, os riffs, agradam bastante. O baterista me impressionou, tocando o que nunca tocou com Alice Cooper. As linhas de baixo não são geniais, mas se encaixam bem na música.

7 – Fearless: Na minha opnião, a única música ruim do álbúm. Gostei dos vocais, da bateria, e do refrão, mas a guitarra ficou ruim, o riff principal é muito fraco e simples para um disco de Ozzy Osbourne. Gus G. tenta impressionar com solos rápidos, mas não encaixa na música. Os solos devem complementar a música, e não ser mais interessante que ela própria.

8 –  Time: Introdução legal, linha vocal calma. Refrão muito bom, a voz de Ozzy se encaixa na música. Talvez uma das melhores bandas de Ozzy, com uma sintonia perfeita, musicalidade muito boa. Tudo se encaixa nessa música, cada linha de instrumento combina com a outra. Música calma, muito boa.

9 – I Want It  More: Pesada. Introdução meio macabra, riff rápido, batida encaixada perfeitamente com a linha de baixo. O riff continua até o refrão, sempre rápido. A música muda de batida no refrão, ficando mais leve e mais sonora. Ótima música.

10 – Latimer’s Mercy: Pesada, como praticamente todas do disco. Possui uma guitarra com um som distorcido, pela primeira vez esse recurso é usado no álbum. Porém a linha do vocal novamente não se encaixa, pela segunda vez no álbum. Não gostei.

11 – I Love You All: Uma música curta, de apenas um minuto, e parece ser a continuação de Latimer’s Mercy. Nada de interessante.

Conclusão: um dos melhores discos solos do Ozzy. Pesado do começo ao fim, tem momentos geniais, e alguns não tanto, mas não perde a qualidade em nenhum momento.

Nota: 9,0

Melhor Música: Let Me Hear You Scream

Pior Música: Fearless

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